quarta-feira, 22 de junho de 2011

O DIA DA SALVAÇÃO - Leonardo Miranda Alves

Deus atendeu aos pedidos do bem e livrou o mundo de todo o mal. Durante milênios Ele escutou a humanidade e resolveu atender a sua arcaica moral.
Aboliu a tristeza do mundo e nunca mais se ouviu falar em felicidade; acabou com a fome e sede e ninguém mais pode se saciar; eliminou a descrença e nunca mais existiu fé. Ele acabou com a escuridão e a luz ficou sem ter onde iluminar. Com a extinção dos medos se enterrou toda coragem, as dúvidas foram esquecidas e não foi mais preciso pensar.
Criou um mundo onde as pessoas não se perdiam, pois nenhuma delas foi capaz de se encontrar. Com o fim da traição se foi o valor da amizade, não existia o ódio e ninguém, nunca mais, foi capaz de amar... Terminadas todas as guerras não era possível imaginar a paz.
Sem doenças, nada pode curar. Não existia a velhice ou nenhuma juventude. Esquecida a rebeldia acabaram-se as revoluções e os vícios foram eliminados ao lado da noção do saudável. Ao termino do desejo não houve mais a vontade! Com o fim do caos, a harmonia deixou de inspirar. Ao por das dúvidas se enceram todas as certezas e o bem... Bom, este partiu de mãos dadas com o mal, dançando em ritmos para além da velha e dual moral...

Leonardo Miranda Alves , é Jornalista formado pela PUC
e Responsavel pelo site www.alfenasagora.com.br

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A REALPOLITIK E A UTOPIA - Gaudênciio Torquato

A Realpolitik e a utopia
18 de junho de 2011 | 0h 00
Torquato - O Estado de S.Paulo
Três historinhas, sendo a primeira muito conhecida.


Condenado à morte por corromper a juventude, Sócrates, o filósofo, recusou a oferta para fugir de Atenas sob o argumento de que seu compromisso com a polis não lhe permitia transgredir as regras. Os gregos cultivavam o respeito à lei.

Lúcio Júnio Bruto, fundador da República Romana, libertou seu povo da tirania de Tarquínio, derrubando a monarquia. Mais tarde, executou os próprios filhos por conspirarem contra o novo regime. Pregava o poeta Horácio: "Doce e digno é morrer pela Pátria".

Outro romano, rico e matreiro, conta Maquiavel no Livro III sobre os discursos de Tito Lívio, deu comida aos pobres por ocasião de uma epidemia de fome e, por esse ato, foi executado por seus concidadãos. O argumento: pretendia tornar-se um tirano. Os romanos prezavam mais a liberdade do que o bem-estar social.

Os relatos sugerem a seguinte pergunta: qual dos três personagens se sairia melhor caso o enredo ocorresse dentro do cenário da política contemporânea? O terceiro, sem dúvida. Não seria executado por alimentar a plebe, mas glorificado, mesmo que por trás da distribuição de alimentos escondesse a intenção de alongar um projeto de poder. Essa é a hipótese mais provável em países, como o Brasil, de forte tradição patrimonialista e com imensas parcelas marginalizadas e carentes.

A moldura acima oferece uma leitura de dois mundos. O primeiro é regrado por princípios e valores, dentre os quais se destacam o compromisso com o bem comum e com a vida harmoniosa, a obediência às leis, a defesa da moral e da ética, a grandeza da Pátria. Tem que ver com a paradisíaca ilha da Utopia, que o inglês Thomas Morus descreveu: uma terra de paz e tranquilidade onde os habitantes não têm propriedade individual e absoluta e trocam de casa a cada dez anos, ganhando por sorteio o espaço que lhes cabe. Esse Estado perfeito é o espelho da cidade divina, em contraposição à cidade terrestre. Esta, mais afinada com o universo esboçado por Maquiavel, se inspira no princípio "os fins justificam os meios". O florentino prega a noção de que o povo é dotado de razão, sendo capaz de decidir o seu destino. Sonha com a liberdade. Para conquistá-lo o príncipe deve usar os meios que se fizerem necessários. Transparece aqui a lógica maquiavélica: ideologias e valores morais devem ceder lugar aos instrumentos que podem garantir a hegemonia ou o equilíbrio da balança do poder. Ou, para usar a expressão de Weber, a ética da ação deve prevalecer sobre a ética da consciência.

Pois bem, o desenho pode ser projetado para entendermos a presente quadra político-institucional vivida pelo País, na qual se tem expandido a massa crítica sobre a voracidade dos atores políticos, partidos e dirigentes. Como é sabido, na abertura dos ciclos administrativos, a crise crônica entre os Poderes Executivo e Legislativo alcança altos níveis de tensão. O fato é que os novos governantes tendem a rebater pressões e demandas por cargos e espaços no vasto território da administração federal, feitas pelos parceiros. Tem sido assim desde os tempos de Sarney, em 1985. Com Lula viu-se a mesma gangorra. Ora o governo ganhava mais fôlego no Parlamento, ora faltava oxigênio. Até o momento em que o próprio presidente passou a fazer articulação política.

No caso do atual governo, a sístole tem-se apresentado de maneira mais intensa em razão da identidade técnica da presidente. Dilma Rousseff toma precauções para não se tornar refém da esfera política. Neste ponto se abre uma polêmica, por sinal, bastante azeitada por intérpretes de nossa política, que batem de maneira insistente na tecla da "voracidade dos partidos aliados". Denuncia-se, ainda, a criação de dificuldades por parte dos atores políticos para obter facilidades, e o fisiologismo, apresentado como traço indelével das siglas.

Esse é o ponto nevrálgico. É possível governar sem o concurso do agrupamento partidário na administração? Impossível. Sem o apoio dos partidos da base o chamado presidencialismo de coalizão soçobrará na missão. Qual é a medida do bom senso na distribuição das fatias do bolo do poder? Primeira regra: avaliar o peso relativo dos entes partidários. Segunda: selecionar perfis adequados e condizentes para as estruturas governativas. Aristóteles, em suas reflexões sobre política, dá uma pista: "Quando diversos tocadores de flauta possuem mérito igual, não é aos mais nobres que as melhores flautas devem ser dadas, pois eles não as farão soar melhor; ao mais hábil é que deve ser dado o melhor instrumento". Trata-se de meritocracia. Terceira: preservar e preencher as áreas econômicas com perfis técnicos. Quarta: controlar, cobrar resultados.

Críticas são procedentes quando se enxerga a apropriação da res publica pelo bolso privado. Ou em caso de ineficiência dos gestores. Para tanto há sistemas de controle, a partir do Tribunal de Contas da União e dos promotores públicos. Portanto, nem lá nem cá. As demandas partidárias devem ser contempladas com critério. Partidos que ganham devem participar da administração. Esse, porém, tem sido o calcanhar de Aquiles da presidente Dilma, ou, se quiserem, o abacaxi a ser descascado pela ministra Ideli Salvatti. A imagem com que se defronta o governo é a de encruzilhada, onde se bifurcam duas estradas. Uma leva os atores políticos à ilha de Thomas Morus. Onde rezarão pela cartilha da ética, da moral, da lei, da harmonia. Aí se ergue o altar da política como deveria ser. A outra os conduz ao espaço da política como ela é. Mundo de Maquiavel. Pleno de demandas, pressões, pedidos, obras, interesses. Essa é a terra dos nossos "ismos": mandonismo, nepotismo, grupismo, familismo, caciquismo, patriarcalismo, todos sementes do patrimonialismo.

Sugestão: uma confissão do escritor de O Príncipe com o santo que escreveu A Utopia.


JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP, CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO TWITTER: @GAUDTORQUATO




SOBRE A NOVA CHEFE DA CASA CIVIL

...


Relato de jornalista amiga e de confiança que mora em Curitiba.


NÃO CAIA NESSA, AVISE TODOS QUE PUDER, É SÓ FACHADA!!!


Conheço a Gleisi há muitos e muitos anos. A mãe dela mora (e ela também morava) há 3 casas da casa da minha mãe, e a história dela é a seguinte: Advogada formada por uma faculdade de quinta aqui no Paraná, rebelde e sempre metida nas questões sociais – não com o intuito de ajudar, e sim se sobressair pela polêmica e rebeldia, ser notada. Advogada de porta de cadeia (verdade), disposta a tudo para “vencer na vida”. Manja o estilo?


Bem, o tempo passou e a moça casou-se com um moço simples e de família, tipo "CDF", concursado do Banco do Brasil. Por competência, o moço foi transferido para Brasília, onde o casal acabou indo morar temporariamente (de favor) no apartamento funcional do Sr. Paulo Bernardo.
Bem, adivinhe o que rapidamente aconteceu com o marido competente, gordinho mas sem muita expectativa de um futuro meteórico? Um par de chifres.
Pobre Sr. Paulo Bernardo, andava tão solitário naquele enorme apartamento em Brasília...


Coincidentemente, após a união com esse senhor, a carreira política da moça deslanchou, apesar dos fatos completamente irrelevantes de falta de competências, experiências, formação acadêmica, etc., etc., que afinal só são exigidos mesmo dos reles mortais.


Mas, para quem tem padrinhos como os que ela tem, todo o resto, inclusive ética, idoneidade, caráter, etc., também são totalmente dispensáveis...
Ela não foi prefeita de Londrina ou qualquer outra cidade. Lá ela ocupou um cargo de Secretária Municipal, de onde foi alçada a Diretora Executiva da Itaipu Binacional!!!Lá pelo jeito, o requisito principal era a “discrição administrativa”, se é que você me entende... Na época, o presidente da empresa era o Samek(1), outro petistazinho arruaceiro que adorava causar tumultos aqui pelo Paraná...
A Gleisi não passa de uma LARANJA do marido dela e da gangue do Lula, da Dilma, do Temer e de toda essa corja, que está enchendo os bolsos de dinheiro e lesando os cofres públicos bem diante de nossos olhos!
A estratégia dela sempre foi essa, a de parecer meiga, preocupada com as diferenças sociais e ávida por ajudar a lutar pelos menos favorecidos...


Nas disputas políticas das quais ela participou aqui no Paraná o enfoque foi sempre esse: falar baixo, jamais realçar o fato de ser esposa do então ministro, apresentar-se como uma submissa servidora do presidente Lula – que por sua vez nunca falou muito nela. Tudo isso foi sempre muito bem blindado pelo PT.


O objetivo foi sempre tê-la como uma marionete, articulada pelo marido e outros manda-chuvas...Se isso ainda for pouco para que você trace um perfil da moça, um conhecido nosso testemunhou a entrega de uma maleta com 1 milhão de dólares para ela... E não faz muito tempo...
Ela mora atualmente no prédio que fica exatamente nos fundos do meu escritório.

Apesar de bem localizado os apartamentos são bem pequenos e acanhados para uma dupla tão dinâmica. Só fachada, mais uma vez...


Confira nos próximos meses a carreira desta personagem.


(1) O paranaense Jorge Samek, presidente da usina hidrelétrica Itaipu Binacional durante os oito anos do governo Lula, será mantido no cargo na gestão de Dilma Rousseff. A confirmação foi feira pela presidente, nesta sexta-feira (4), dia em que ela anunciou vários nomes para o setor de energia.
Os anúncios vieram após um blecaute que deixou diversos estados do Nordeste no escuro, na madrugada de sexta-feira. Segundo a assessoria de Dilma, algumas mudanças estavam em curso, mas foram aceleradas por conta do apagão.
Samek, filiado ao PT, assumiu a Itaipu Binacional em 2003, a convite do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O convite veio pouco tempo após Samek ter sido eleito deputado federal pelo Paraná. Depois que Lula deixou o governo, Samek ficou na expectativa de continuar no cargo, mas até esta sexta-feira não havia tido nenhum contato oficial com a presidente Dilma Rousseff nesse sentido.
A presidente Dilma Rousseff decidiu nomear José da Costa Carvalho Neto para a presidência da Eletrobras. Carvalho era presidente-interino da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Para a Eletronorte, foi nomeado José Antônio Muniz, que deixa o comando da Eletrobras. Ele é ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Fonte: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=171081&t=dilma-mantem-jorge-samek-na-presidencia-da-itaipu

domingo, 19 de junho de 2011

AS FERAS ESTÃO SOLTAS - Francisco Marcos

AS FERAS ESTÃO SOLTAS
Francisco Marcos, cientista político

Sumaré recebeu a visita de Lula e Zeca Dirceu em encontro petista, Lula desancou os tucanos, acusando-os de achincalhamento dos petistas. O imbróglio campineiro não é caldo ralo, se for mexido devidamente chegará até a Sodoma e Gomorra do terceiro milênio: Brasília. A operação Castelo de Areia foi demolida pelo STJ sob a alegação de nulidade. Muita areia ($$$) neste Castelo, inclue-se uma obra campineira: ETE Anhumas.
O direito de defesa não foi cerceado aos envolvidos, quando da detenção de Maluf não vi por parte destes defensores da legalidade colocações a respeito. O petismo está mais para seita do que para um partido político, só os que rezam pelo catecismo bettico são puros, só eles serão salvos. Quando a balança da justiça pende para o lado deles, tudo bem, mas quando vai para outro lado, surge a cantilena: somos perseguidos, os promotores extrapolam, os juízes estão de má vontade.
Lembremos que o mensalão jamais existiu, tudo foi obra maquiavélica da elite dominante e da imprensa golpista. A mais recente injustiça se deu com Palocci, punido pela sua competência, tivemos o auge da inveja, o que comprova que o brasileiro adora o fracasso e penaliza o sucesso.
Tenho minhas dúvidas quanto a resistência e fortaleza do triunvirato processante em Campinas. Faço votos para que resistam às pressões que deram uma amostra na quarta feira passada, dia 15 de junho, movimentos devidamente cooptados, liderados e orquestrados para se contrapor aos que desejam o impedimento do alcaide, inocente, pois nada sabe e é considerado perseguido.
O alcaide e o delator mor, amigos desde a infância pantaneira, através de artigos em jornal deram uma demonstração do que são capazes, baixaria é elogio para as colocações dos desafetos de hoje e parceiros de ontem.
A votação de 16 a 15, e a duas fugas da raia, indica que ao final deixaremos de ter o cabalístico Vinte e Dois como resultado.
“As feras jamais deixam suas tocas em vão.”












AS FERAS ESTÃO SOLTAS
Francisco Marcos, cientista político

Sumaré recebeu a visita de Lula e Zeca Dirceu em encontro petista, Lula desancou os tucanos, acusando-os de achincalhamento dos petistas. O imbróglio campineiro não é caldo ralo, se for mexido devidamente chegará até a Sodoma e Gomorra do terceiro milênio: Brasília. A operação Castelo de Areia foi demolida pelo STJ sob a alegação de nulidade. Muita areia ($$$) neste Castelo, inclue-se uma obra campineira: ETE Anhumas.
O direito de defesa não foi cerceado aos envolvidos, quando da detenção de Maluf não vi por parte destes defensores da legalidade colocações a respeito. O petismo está mais para seita do que para um partido político, só os que rezam pelo catecismo bettico são puros, só eles serão salvos. Quando a balança da justiça pende para o lado deles, tudo bem, mas quando vai para outro lado, surge a cantilena: somos perseguidos, os promotores extrapolam, os juízes estão de má vontade.
Lembremos que o mensalão jamais existiu, tudo foi obra maquiavélica da elite dominante e da imprensa golpista. A mais recente injustiça se deu com Palocci, punido pela sua competência, tivemos o auge da inveja, o que comprova que o brasileiro adora o fracasso e penaliza o sucesso.
Tenho minhas dúvidas quanto a resistência e fortaleza do triunvirato processante em Campinas. Faço votos para que resistam às pressões que deram uma amostra na quarta feira passada, dia 15 de junho, movimentos devidamente cooptados, liderados e orquestrados para se contrapor aos que desejam o impedimento do alcaide, inocente, pois nada sabe e é considerado perseguido.
O alcaide e o delator mor, amigos desde a infância pantaneira, através de artigos em jornal deram uma demonstração do que são capazes, baixaria é elogio para as colocações dos desafetos de hoje e parceiros de ontem.
A votação de 16 a 15, e a duas fugas da raia, indica que ao final deixaremos de ter o cabalístico Vinte e Dois como resultado.
“As feras jamais deixam suas tocas em vão.”

quinta-feira, 16 de junho de 2011

GUERRA NO PANTANAL: AQUINO X HÉLIO

Ao ler o Correio do dia 14/6/2011, na página A2, deparei-me com dois artigos realmente interessantes. “Cinismo”, do Manuel Carlos, e “A mascara da infâmia”, do senhor prefeito. Parabéns ao senhor Manoel Carlos pela contextualização apresentada; quanto ao artigo do senhor prefeito, faço os comentários a seguir, malgrado tenha até agora me imposto o silêncio, limitando a minha fala, como convém, aos autos do processo, sem alarido.

Inicialmente quero pedir desculpas para a população campineira. Cometi, sim, atitudes equivocadas, porém, optei por corrigir meus atos e trilhar novamente por caminhos corretos, dignos e verdadeiros.

O pecado, senhor prefeito, não se torna pecado somente quando é descoberto, mas quando praticado. Assumo meus erros e vou responder por eles.

Tive a coragem de assumir o que fiz, de não me esconder da população e da Justiça. Solitariamente, após muito refletir, de maneira espontânea e serena, procurei o Ministério Público - não os inquisidores como o prefeito denomina os representantes do Ministério Público - e relatei ou delatei, como queiram, todo o processo instalado na Sanasa do qual participei. Se fui o único a cometer tais atos, resta explicável que todas as empresas envolvidas tenham continuado e que muitas ainda continuem até hoje prestando serviços na Sanasa.

Ora, senhor prefeito, conhecendo todas as empresas e as situações em 2008, e o senhor sabia, como relatou o próprio vice-prefeito, não só eu teria sido desligado da Sanasa, mas também todas as empresas envolvidas, houvesse o mínimo de decência na Administração.

Se falarmos de biografia, senhor prefeito, as nossas são parecidas. Excelentes alunos nos 1º e 2º graus, frequentamos a mesma Universidade, fizemos sucesso nas nossas profissões e nos perdemos na administração pública, portanto, deixemos de lado o cinismo ao falar de biografias.

Quando o senhor falou de falta de caráter, René Le Senne deve ter ficado furioso, pois caráter refere-se ao conjunto de disposições congênitas que o individuo possui desde seu nascimento e compõe, assim, o esqueleto mental do individuo. Talvez o senhor devesse dizer mau-caráter, aquele que não tem misericórdia e nem compaixão de ninguém, pessoa egoísta e mesquinha, que só olha para o seu próprio umbigo e pensa no seu bolso. Sinceramente, esse figurino lhe cai muito melhor do que em mim. Como pensar em meu próprio bolso?

Lembra-se, senhor prefeito, que em novembro de 1997, quando estávamos no Giovanetti da Rua Thomas Alves, o senhor pediu-me ajuda financeira ? Naquela época, o senhor não tinha cargo político e, assim, durante o ano de 1998, ajudei-lhe a manter sua família, para que o senhor só se dedicasse à política.

Lembra-se, senhor prefeito, o quanto eu lhe ajudei durante sua primeira campanha para deputado federal, em 1998, ou já se esqueceu?

Lembra-se, que após a sua vitoria à Câmara Federal, você vivia dizendo como era difícil movimentar-se em Brasília sem automóvel? Lembra-se quem lhe deu um Ômega escuro para essa finalidade? Sempre estive ao seu lado, Dr. Hélio, até por admiração. Mas tudo tem limites. O senhor sabe muito bem que não menti ao Ministério Público sequer numa vírgula.

O grande ato de luxúria não foi cometido por mim, mas por você, ao vender a própria alma ao diabo para se eleger prefeito no primeiro mandato. Pagar essa dívida até hoje tem sido difícil. Lembra-se das incontáveis reuniões com os “credores” realizadas em hotéis na cidade de São Paulo até altas horas da noite? Desde antes do primeiro dia do seu primeiro mandato de prefeito municipal de Campinas, você já começava a pagar essa dívida, nomeando pessoas desqualificadas para o alto escalão, que Campinas não conhecia e que não conheciam Campinas. Já se esqueceu? Acho que não, o senhor tem boa memória!

Discordo também quando o você diz que não tenho credibilidade para fazer acusações. Não fiz acusações, mas reconheci meus atos, tal como se deram e vou responder por eles, como já disse. Aliás, o senhor falando de credibilidade? Não posso acreditar que tenha se esquecido de tudo o que se passou em sua Administração, no entanto, a julgar-se pelos “pequenos” esquecimentos relativos a propriedades de empresas e de imóveis não declarados, fica fácil perceber como o senhor busca deliberadamente esquecer-se celeremente das coisas, quando lhe convém. O senhor tem saído atualmente nas ruas? Será que a população campineira realmente ainda acredita na sua credibilidade? O senhor desceria a 13 de Maio hoje sem escolta?

Como escreveu Saramago, em a Jangada de Pedra, “a verdade está sempre à nossa espera, chega o dia em que não podemos fugir-lhe”.

Seria mais útil que o senhor, ao invés de atacar-me pela imprensa, de forma rasteira, própria dos viperinos, direcionasse todas as suas energias para tentar explicar-se para a população de Campinas. Mas isso o senhor não faz.

Quanto a mim, posso dizer que hoje durmo em paz comigo mesmo, não tenho nada a esconder da minha família, dos amigos e da população. Sei onde está minha ex-mulher e mãe dos meus filhos, e durmo todas as noites.

PARA QUEM NÃO VENDE SUA HONESTIDADE NEM SUA DIGNIDADE - Marcela Moreira

Olá
Sabemos que abertura da Comissão Processante na Câmara de Campinas para investigar os indícios de desvio de mais de R$ 615 milhões só aconteceu, pois conseguimos mobilizar quase mil pessoas para pressionar os vereadores e eles perceberam que, ou votavam com o povo, ou apanhariam do povo presente naquela sessão. Estamos revoltados com a situação em que se encontra nossa cidade. Campinas deveria ser destaque por ser uma cidade justa e igualitária e não nas páginas policiais, vítima de corrupção e safadeza.
Ontem, 15 de junho, foi votado na Câmara Municipal de Campinas o afastamento do prefeito a fim de que as investigações da Comissão Processante pudesse avaliar com isenção, transparência e lisura o impedimento do prefeito. O prefeito ao permanecer no cargo impede acesso aos documentos que comprovam os indícios de corrupção, além de queimar provas e comprar pessoas para blindá-lo.
Os vereadores que votaram NÃO na sessão de ontem demonstraram que não mais representam seus eleitores – se é que em algum dia representaram – e evidenciaram que estão com o prefeito ladrão, talvez até porque estejam com o rabo preso. Desta maneira, colocaram-se favoráveis às fraudes e às irregularidades que sabíamos existir desde o primeiro mandato do atual prefeito e que não conseguíamos provar porque o esquema estava muito bem blindado. Com a denúncia do Aquino, “um deles”, começa a ficar evidente a rede criminosa, hoje investigada pelo Ministério Público, com cenas de prisões, fugas e compras de “Habeas Corpus Preventivos”.
Depois que conseguimos pressionar os vereadores para abrirem a Comissão Processante, o Hélio levou para Câmara um trio elétrico e pagou R$ 30,00 para as pessoas das comunidades carentes irem lá bater palma para ele. Estas pessoas também foram ameaçadas de perderem suas cestas básicas e vagas em projetos sociais. Muitas, ao chegarem à Câmara, perceberam o que estava acontecendo e demonstraram vergonha do papel que estavam cumprindo. Quem defendia descaradamente o prefeito eram os comissionados, temerosos de perderem a boquinha de R$ 4 mil ao mês.
Ontem perdemos uma batalha, mas espero que não percamos a guerra pela dignidade em nosso país. O que deixaremos de herança para nossos filhos? Por isso, envio esta mensagem a você, num apelo, ou vamos para rua e arrancamos estes ladrões que tomaram conta da prefeitura e da Câmara Municipal ou vamos engolir mais uma pizza daqui alguns meses.
Faremos atos nas ruas, também estamos colhendo assinaturas num abaixo-assinado contra corrupção e pelo Fora Hélio. Envio em anexo o arquivo, peço que imprima e passe na sua escola, na faculdade, no colégio técnico, em sua igreja, em sua empresa, em sua fábrica, em seu clube. Além disso, envio o link do abaixo-assinado on line, que depois será impresso, anexado e entregue à Câmara e ao Ministério Público.
Coloque um pano preto em sua casa, coloque uma faixa preta em seu carro, temos que mostrar que estamos em luto, mas dessa dor tiraremos força para limpar nossa cidade. Convido você a participar conosco das atividades e a divulgá-las para toda sua rede de contatos. Os políticos sem-vergonha da nossa cidade contam com o nosso esquecimento e nossa acomodação. Vamos mostrar para eles que temos vergonha na cara e não sangue de barata. Vamos mostrar para eles que nossa consciência e nossa honestidade não têm preço.
Qualquer dúvida entre em contato e lembre-se, em casa somos um, nas ruas somos milhares e milhões! Acredite na sua força, acredite que podemos mudar o mundo!!!

Marcela Moreira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ARLY LARA MATA A COBRA E MOSTRA A COBRA

Discurso proferido pelo Vereador Arly de Lara Romêo (PSB) na tribuna da Câmara Municipal de Campinas, na Reunião Ordinária do dia 15 de junho de 2011.



Hoje é um dia histórico no nosso Município. Esta Casa tem a oportunidade de falar “NÃO”, “BASTA” a tudo o que está acontecendo!
O documento entregue hoje aos Vereadores pelo líder do Governo, a pedido do advogado do Prefeito, induz a equívoco e não pode prosperar. A decisão hoje é POLÍTICA e visa a atender o interesse público, que está sendo violentado todos os dias, todas as horas.
O Prefeito alega que é golpe sujo e político da oposição. Pergunto: os Promotores são oposição ao Prefeito?
O juiz da 3ª Vara Criminal é oposição? Só pode caber na cabeça de alguém que está desesperado porque cometeu por ação ou omissão inúmeros desatinos.
Povo de Campinas, estudantes, Sindicatos, Associações, Servidores Públicos, vamos todos mostrar que não é possível suportarmos no nosso país situações como essa. Campinas, Terra de Carlos Gomes, já deu inúmeros exemplos de bravura, coragem e luta pelos superiores interesses da nossa cidade e sua gente.
Nós temos independência e liberdade para tomar uma atitude que demonstre inequivocamente que repudiamos todos os fatos deploráveis de corrupção, numa flagrante traição ao povo de Campinas, aos interesses da Cidade e a esta Câmara Municipal, que tanto apoiou essa Administração.
Não podemos ter medo e nem nos intimidar com a fala dos advogados do Prefeito. Eles não são donos da verdade. O julgamento e decisão desta Casa são de natureza política e, por isso mesmo, no interesse público se impõe o afastamento do Prefeito Municipal de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, porque ele é conivente com os desmandos praticados no seu governo, pela sua esposa e outros integrantes da Administração.
Inúmeros Decretos baixados pelo atual Prefeito atribuem enorme poder de mando e decisão à Secretária-Chefe de Gabinete. Ela nunca exerceu o cargo de primeira-dama porque sempre foi uma super dama-de-ferro, primeira Ministra, mais poderosa que todos os Secretários juntos.
O Prefeito é um cara-de-pau e subestima e goza da cara do povo e desta Casa, ao negar sordidamente com cinismo revoltante que não sabe de nada. Ele é casado com ela, vive com ela, toma café com ela, dorme com ela... como negar que não sabia da máquina corrupta que foi instalada no quarto andar?
A Administração do atual Prefeito é marcada pela arrogância, prepotência, autoritarismo e centralização, que sempre causaram indignação, inclusive nos seus aliados.
Nós, Vereadores, temos que ter o rabo preso com a nossa consciência e com os interesses do povo que nos elegeu, e não com os interesses escusos do quarto andar.
Eu tenho ótimos advogados comigo e sei que os demais Vereadores também possuem excelentes profissionais que os assessoram.
Como já disse, nosso julgamento é político e qualquer pessoa minimamente informada sabe que o Prefeito não tem mais condições morais e éticas para continuar à frente do Executivo.
Um Prefeito que perde um Secretário do naipe do Ex-Reitor da Unicamp, Prof. Dr. José Tadeu Jorge, que deixou a Secretaria chocado e envergonhado, não pode continuar no comando da Cidade.
Se os advogados do Prefeito entendem que o afastamento seria ILEGAL, porque esse medo da decisão no dia de hoje, uma vez que se assim o entenderem, podem recorrer ao Judiciário?
Não acredito que, se esta Casa vier a afastá-lo, que ele consiga retornar ao seu cargo por força de decisão Judicial definitiva, mas se assim ocorrer, esta Casa terá demonstrado a toda a sociedade que cumpriu o seu papel de afastar o Prefeito que hoje ENVERGONHA toda uma população. A história registrará de forma inexorável a nossa decisão de hoje.
Hoje, andei muito pela Cidade e o povo está clamando nas ruas, nas empresas, na mídia, pelo afastamento do Prefeito pelo bem e moralidade da Cidade.
Estou profundamente triste e indignado com essa situação; ninguém merece isso. O Prefeito deveria ter juízo e tomar a iniciativa de se afastar e ir embora.
Não podemos nos acovardar! Vamos à guerra, se for o caso, se esse for o caminho para resgatarmos a dignidade e a paz na nossa cidade.
Os vereadores são livres para votar segundo sua convicção, mas não podemos nos esquecer de que o povo também é livre segundo suas convicções.
Senhor Presidente Dr. Pedro Serafim: impõe-se que defendamos a todo custo as prerrogativas desta Casa, de liberdade para decidir segundo o interesse público e por isso mesmo vamos defender a nossa Casa Legislativa com altivez e independência.
Me causa indignação que o Ex-Prefeito de Campinas, Dr. Lauro Pericles Gonçalves, não tenha deixado ainda a SANASA. Ele é o Presidente da empresa que é palco de tantas irregularidades. Não entendo como ele não vem a público para, como Presidente, dar satisfação à opinião Pública.
Também causa espécie que várias empresas, como a Global, continuem prestando serviços à SANASA.
Isso revela, senhores, a necessidade de uma profunda reforma administrativa no município de Campinas e nas suas autarquias e empresas.
O Presidente da SANASA é a Rainha da Inglaterra, já que lá existia Diretor designado pelo quarto andar para mandar e desmandar, e praticar todo tipo de corrupção jamais vista na nossa história.
Há uma expressão americana que caracteriza muito bem o estágio que chegou o Prefeito, pelo seu descrédito e revolta que está causando à população: “pato-manco” ou “lame duck”.
Precisamos de uma reforma moral no nosso país. O Fantástico de domingo passado mostrou inúmeras obras paralisadas e superfaturadas. Uma vergonha nacional. A omissão desta Casa, ao negar o afastamento do Prefeito, certamente será matéria de toda a imprensa televisiva, escrita e radiofônica, caracterizando-se como uma atitude na contramão dos fatos e anseios da nossa sofrida população.
É óbvio que o advogado do Prefeito está muito bem pago para defendê-lo. Não precisamos da sua interpretação sobre as bases legais e políticas que embasarão a decisão desta Casa. Devemos, sim, ao contrário dos advogados do Prefeito, respeitar e acreditar na Comissão Processante que é composta por vereadores que saberão agir com lisura, independência e coragem.
O Prefeito não soube valorizar e respeitar sua base, envergonhando-a de forma inegável.
Por todas essas razões, a posição serena, responsável e madura da bancada do PSB é pelo afastamento do Prefeito Hélio de Oliveira Santos, até a conclusão do relatório da Comissão Processante, quando teremos o veredicto, a decisão final.
Que Deus nos ajude nesses momentos tão difíceis pelos quais todos nós estamos passando.



Muito obrigado.
Vereador ARLY DE LARA ROMÊO
Líder da Bancada do PSB