A AGONIA DO NEOLIBERALISMO
Por Carlos Chagas
Vale, por um dia, começar além da política nacional, arriscando um mergulho lá fora. O que continua a acontecer na Grécia, Portugal, Irlanda e até na França, para não falar no mundo árabe, onde carros, escolas, hospitais e residências comuns estão sendo queimados e saqueados? Qual a razão de multidões de jovens irem para as ruas, enfrentando a polícia e depredando tudo o que encontram pela frente? Tornando difícil a vida do cidadão comum. Por que?
É preciso notar que o protesto vem das massas, começando pelas massas excluídas, de negros, árabes, turcos e demais minorias que buscaram na Europa a saída para a fome, a miséria e a doença onde viviam, mas frustraram-se, cada vez mais segregados, humilhados e abandonados. Exatamente como em seus países de origem. Mas atingindo, também, as classes trabalhadoras e a classe média desses países, certas todas de que vão pagar a conta pela incúria de suas elites.
Não dá mais para dizer que essa revolta é outra solerte manobra do comunismo ateu e malvado. O comunismo acabou. Saiu pelo ralo. A causa do que vai ocorrendo repousa precisamente no extremo oposto: trata-se do resultado do neoliberalismo. Da consequência de um pérfido modelo econômico e político que privilegia os ricos, países e pessoas, relegando os demais ao desespero e à barbárie. Porque sempre que se registra uma crise econômica nas nações neoliberais, a receita é a mesma: medidas de contenção anunciadas para reduzir salários, cortar gastos públicos, demitir nas repartições e nas fábricas, aumentar impostos e taxas.
Fica evidente não se poder concordar com a violência. Jamais justificá-la. Mas explicá-la, é possível. Povos de nações e até de continentes largados ao embuste da livre concorrência, explorados pelos mais fortes, tiveram como primeira opção emigrar para os países ricos. Encontrar emprego, trabalho ou meio de sobrevivência. Invadiram a Europa como invadem os Estados Unidos, onde o número de latino-americanos cresce a ponto de os candidatos a postos eletivos obrigarem-se a falar espanhol, sob pena de derrota nas urnas.
Preparem-se os neoliberais. Os protestos não demoram a atingir outras nações ricas. Depois, atingirão os ricos das nações pobres. O que fica impossível é empurrar por mais tempo com a barriga a divisão do planeta entre um imenso inferno e um pequenino paraíso, entre cidadãos de primeira e de segunda classe. Segunda? Última classe, diria o bom senso.
Como refrear a multidão de jovens sem esperança, também de homens feitos e até de idosos, relegados à situação de trogloditas em pleno século XXI? Estabelecendo a ditadura, corolário mais do que certo do neoliberalismo em agonia? Não vai dar, à medida em que a miséria se multiplica e a riqueza se acumula. Explodirá tudo.
Fica difícil não trazer esse raciocínio para o Brasil. Hoje, 40 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com a metade desse obsceno salário mínimo elevado para 545 reais. Os bancos lucram bilhões a cada trimestre, enquanto cai o poder aquisitivo dos salários. Isso para quem consegue mantê-los, porque, apesar da propaganda oficial, o desemprego continua presente. São 15 milhões de desempregados em todo o país, ou seja, gente que já trabalhou com dignidade e hoje vive de biscates, ou, no reverso da medalha, jovens que todos os anos gostariam de entrar no mercado sem nunca ter trabalhado.
Alguns ingênuos imaginam que o bolsa-família e sucedâneos resolveram a questão, mas o assistencialismo só faz aumentar as diferenças de classe. É crueldade afirmar que a livre competição resolverá tudo, que um determinado cidadão era pobre e agora ficou rico. São exemplos da exceção, jamais justificando a regra de que, para cada um que obtém sucesso, milhões continuam na miséria.
Seria bom o governo Dilma olhar para fora. O rastilho pegou e não serão as polícias que vão apagá-lo. Ainda que consigam, a chama reacenderá maior e mais forte, pouco depois. Na Europa, nos Estados Unidos e sucedâneos. Até ou especialmente entre nós. Faz pouco assistimos tragédias causadas pelas chuvas, com os ricos e os remediados fugindo, mas com a população pobre, majoritária, submetida à morte e à revolta.
A globalização tem, pelo menos, esse mérito: informa em tempo real ao mundo que a saída deixada às massas encontra-se na rebelião. Os que nada tem a perder já eram maioria, só que agora estão adquirindo consciência, não só de suas perdas, mas da capacidade de recuperá-las através do grito de "basta", "chega", "não dá mais para continuar".
Não devemos descrer da possibilidade de reconstrução. O passado não está aí para que o neguemos, senão para que o integremos. O passado é o nosso maior tesouro, na medida em que não nos dirá o que fazer, mas precisamente o contrário. O passado nos dirá sempre o que evitar.
Evitar, por exemplo, salvadores da pátria que de tempos em tempos aparecem como detentores das verdades absolutas, donos de todas a soluções e proprietários de todas as promessas
domingo, 29 de maio de 2011
SUGESTÕES PARA UMA REFORMA POLÍTICA - Mara Montezuma
SUGESTÕES PARA UMA REFORMA POLÍTICA
Mara Montezuma
Há muito se pede uma reforma política no Brasil e os petistas e aliados já estão se reunindo para estudar a questão.
No intuito de poder colaborar nesta tarefa, peço a inclusão destas propostas que , ainda que simples, são fundamentais para que a política neste país deixe de ser uma podridão.
1-Eliminação dos privilégios da classe política.
2-Supressão dos privilégios no pagamento de impostos e do sistema de aposentadoria.Equiparação do salário dos representantes eleitos ao salário médio dos brasileiro, acrescidos, claro, com os necessários aportes para o exercício de suas funções, desde que os gastos sejam rigidamente comprovados. Fim do uso de cartões corporativos.
3-Eliminação da imunidade associada ao cargo e imprescritibilidade dos delitos de corrupção.
4-Publicação obrigatória do patrimônio para todo aspirante a ocupar cargos públicos.
5-Fim dos cabides de emprego e apadrinhamento atraves da redução drástica de cargos por livre contratação até para que se faça justiça aos concursados.
6-Comprovação de escolaridade mínima para o exercício do cargo, tal como se exige de qualquer servidor público concursado.
Com estas poucas medidas creio que político será somente aquele que tiver vocação e idealismo para o exercício do cargo, pois os atrativos e firulas deixarão de existir .
Mara Montezuma Assaf
Mara Montezuma
Há muito se pede uma reforma política no Brasil e os petistas e aliados já estão se reunindo para estudar a questão.
No intuito de poder colaborar nesta tarefa, peço a inclusão destas propostas que , ainda que simples, são fundamentais para que a política neste país deixe de ser uma podridão.
1-Eliminação dos privilégios da classe política.
2-Supressão dos privilégios no pagamento de impostos e do sistema de aposentadoria.Equiparação do salário dos representantes eleitos ao salário médio dos brasileiro, acrescidos, claro, com os necessários aportes para o exercício de suas funções, desde que os gastos sejam rigidamente comprovados. Fim do uso de cartões corporativos.
3-Eliminação da imunidade associada ao cargo e imprescritibilidade dos delitos de corrupção.
4-Publicação obrigatória do patrimônio para todo aspirante a ocupar cargos públicos.
5-Fim dos cabides de emprego e apadrinhamento atraves da redução drástica de cargos por livre contratação até para que se faça justiça aos concursados.
6-Comprovação de escolaridade mínima para o exercício do cargo, tal como se exige de qualquer servidor público concursado.
Com estas poucas medidas creio que político será somente aquele que tiver vocação e idealismo para o exercício do cargo, pois os atrativos e firulas deixarão de existir .
Mara Montezuma Assaf
quinta-feira, 26 de maio de 2011
LÍBIA - JAMAIS MOSTRARÁ
LÍBIA - O QUE A MÍDIA JAMAIS VAI MOSTRAR
KADDAFI. POR MAIS BIZARRO QUE SEJA... A ONU CONSTATOU EM 2007:
1 - Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África (até hoje é maior que o do Brasil);
2 - Ensino gratuito até a Universidade;
3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, tudo pago;
4 - Ao casar, o casal recebe até US$50.000 para adquirir seus bens;
5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc.;
6 - Empréstimos pelo banco estatal sem juros;
7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.
E assim vai...
II - POR QUE DETONAR A LÍBIA, ENTÃO?
Três (3) principais motivos:
1 - Tomar seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;
2 - Fazer com que todo o Mar Mediterrâneo fique sob controle da OTAN. Só falta agora a Síria;
3 - E o maior, provavelmente: O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro. Suas reservas são toneladas de ouro, dando respaldo ao valor da moeda, o dinar, e desatrelando-o das flutuações do dólar.
O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.
III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:
1 - A OTAN, comandada pelos EUA, já bombardeou as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e a infraestrutura de água, esgoto, gás e luz estão seriamente danificados;
2 - As bombas usadas contêm DU (Urânio depletado); tempo de vida 3 bilhões de ano (causa câncer e deformações genéticas);
3 - Metade das crianças líbias está traumatizada psicologicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;
4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;
5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo, as crianças são as mais atingidas;
6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia estão deixando o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;
7 - Se o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver ( Água, comida e remédios) de uma população de 6,5 milhões de pessoas.
Em suma: O bombardeio "humanitário" acabou com a nação Líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa
KADDAFI. POR MAIS BIZARRO QUE SEJA... A ONU CONSTATOU EM 2007:
1 - Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África (até hoje é maior que o do Brasil);
2 - Ensino gratuito até a Universidade;
3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, tudo pago;
4 - Ao casar, o casal recebe até US$50.000 para adquirir seus bens;
5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc.;
6 - Empréstimos pelo banco estatal sem juros;
7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.
E assim vai...
II - POR QUE DETONAR A LÍBIA, ENTÃO?
Três (3) principais motivos:
1 - Tomar seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;
2 - Fazer com que todo o Mar Mediterrâneo fique sob controle da OTAN. Só falta agora a Síria;
3 - E o maior, provavelmente: O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro. Suas reservas são toneladas de ouro, dando respaldo ao valor da moeda, o dinar, e desatrelando-o das flutuações do dólar.
O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.
III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:
1 - A OTAN, comandada pelos EUA, já bombardeou as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e a infraestrutura de água, esgoto, gás e luz estão seriamente danificados;
2 - As bombas usadas contêm DU (Urânio depletado); tempo de vida 3 bilhões de ano (causa câncer e deformações genéticas);
3 - Metade das crianças líbias está traumatizada psicologicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;
4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;
5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo, as crianças são as mais atingidas;
6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia estão deixando o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;
7 - Se o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver ( Água, comida e remédios) de uma população de 6,5 milhões de pessoas.
Em suma: O bombardeio "humanitário" acabou com a nação Líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa
domingo, 22 de maio de 2011
N0TA DE ESCLARECIMENTO DOS PARTIDOS DA BASE ALIADA DO GOVERNO DE CAMPINAS
NOTA DE ESCLARECIMENTO DOS PARTIDOS DA BASE ALIADA DO GOVERNO
Nós os líderes dos partidos PT, PCdoB, PDT, PMDB, PSD, PPS, PTB, PRP e PSC em Campinas, viemos a público repudiar as frequentes e injustificadas tentativas de desestabilizar a administração de nossa cidade, que vem promovendo o desenvolvimento econômico e social e a melhoria da qualidade de vida para nossa população.
Os recentes acontecimentos na cena política de nosso município, claramente motivados por interesses de cunho político e imediatamente explorados de forma oportunista por políticos com ambições eleitorais, tem por objetivo:
1. Prejudicar a governabilidade de Campinas, por meio de ações arbitrárias contra integrantes de um governo legítimo e reeleito com amplo apoio popular, refletindo o bom desempenho desta administração;
2. Atacar de maneira irresponsável a coesão da larga base de apoio político deste governo, formado por 12 partidos políticos, unidos em torno de um projeto de promoção do bem estar da população;
3. Antecipar de forma ilegítima o calendário político partidário de 2012, que deve ser respeitado de forma a permitir um processo eleitoral transparente e regular;
Pela própria manifestação do Ministério Público está claro, que não há vínculo do prefeito com as investigações , portanto repudiámos qualquer iniciativa da abertura de Comissão Processante na Câmara do Vereadores.
A base aliada permanecerá coesa em defesa da boa administração pública, da transparência na gestão e do avanço social da nossa cidade.
Campinas, 21 de maio de 2011.
NOTA É DE BOM ALVITRE CLARECER QUE O GAECO CONDUZ AS INVESTIGAÇÕES O MINISTÉRIO PÚBLICO SOLICITA AS PRISÕES E UM JUIZ AS DECRETA.fICA CLARO QUE NENHUM ENTE PARTIDÁRIO, VEREADOR OU SIMILAR INTERFERE NO PROCESSO, PORTANTO A BASE ESTÁ MAIS PARA ALIENADA DO QUE ALIADA, EM TEMPO O DEM ESCAFEDEU?
Nós os líderes dos partidos PT, PCdoB, PDT, PMDB, PSD, PPS, PTB, PRP e PSC em Campinas, viemos a público repudiar as frequentes e injustificadas tentativas de desestabilizar a administração de nossa cidade, que vem promovendo o desenvolvimento econômico e social e a melhoria da qualidade de vida para nossa população.
Os recentes acontecimentos na cena política de nosso município, claramente motivados por interesses de cunho político e imediatamente explorados de forma oportunista por políticos com ambições eleitorais, tem por objetivo:
1. Prejudicar a governabilidade de Campinas, por meio de ações arbitrárias contra integrantes de um governo legítimo e reeleito com amplo apoio popular, refletindo o bom desempenho desta administração;
2. Atacar de maneira irresponsável a coesão da larga base de apoio político deste governo, formado por 12 partidos políticos, unidos em torno de um projeto de promoção do bem estar da população;
3. Antecipar de forma ilegítima o calendário político partidário de 2012, que deve ser respeitado de forma a permitir um processo eleitoral transparente e regular;
Pela própria manifestação do Ministério Público está claro, que não há vínculo do prefeito com as investigações , portanto repudiámos qualquer iniciativa da abertura de Comissão Processante na Câmara do Vereadores.
A base aliada permanecerá coesa em defesa da boa administração pública, da transparência na gestão e do avanço social da nossa cidade.
Campinas, 21 de maio de 2011.
NOTA É DE BOM ALVITRE CLARECER QUE O GAECO CONDUZ AS INVESTIGAÇÕES O MINISTÉRIO PÚBLICO SOLICITA AS PRISÕES E UM JUIZ AS DECRETA.fICA CLARO QUE NENHUM ENTE PARTIDÁRIO, VEREADOR OU SIMILAR INTERFERE NO PROCESSO, PORTANTO A BASE ESTÁ MAIS PARA ALIENADA DO QUE ALIADA, EM TEMPO O DEM ESCAFEDEU?
sábado, 21 de maio de 2011
PARA ENTENDER - operação foi planjada há cinco meses
Extraído do Estadão página A12 Nacional de 21/05/2011 ( caso campinas )
Os promotores de Justiça que combatem crime organizado estão convencidos de que Campinas se tornou o alvo maior da "República de Corumbá", uma referência ao prefeito Dr. Hélio (PDT) e seus aliados diretos. Há alguns anos, Dr. Hélio e seu grupo migraram daquela cidade de Mato Grosso e assumiram a Prefeitura de Campinas. Aliado do ex-presidente Lula, a quem ainda recebe com festa, Dr. Hélio seria o maior beneficiário das fraudes na Sanasa e em outras repartições municipais. Os promotores, no entanto, evitaram investigar o pedetista porque, como prefeito, ele tem prerrogativa de foro perante o Tribunal de Justiça.
A superoperação foi cuidadosamente planejada ao longo dos últimos cinco meses. Os promotores decidiram requerer a prisão dos acusados porque constataram que a organização estava destruindo provas de corrupção.
O juiz Nélson Bernardes, da 3.ª Vara de Campinas, foi informado de todos os passos da investigação. Ele autorizou interceptações telefônicas e buscas. Mas recomendou cautela para evitar que os investigados alegassem cerceamento ou abusos.
Os promotores de Justiça que combatem crime organizado estão convencidos de que Campinas se tornou o alvo maior da "República de Corumbá", uma referência ao prefeito Dr. Hélio (PDT) e seus aliados diretos. Há alguns anos, Dr. Hélio e seu grupo migraram daquela cidade de Mato Grosso e assumiram a Prefeitura de Campinas. Aliado do ex-presidente Lula, a quem ainda recebe com festa, Dr. Hélio seria o maior beneficiário das fraudes na Sanasa e em outras repartições municipais. Os promotores, no entanto, evitaram investigar o pedetista porque, como prefeito, ele tem prerrogativa de foro perante o Tribunal de Justiça.
A superoperação foi cuidadosamente planejada ao longo dos últimos cinco meses. Os promotores decidiram requerer a prisão dos acusados porque constataram que a organização estava destruindo provas de corrupção.
O juiz Nélson Bernardes, da 3.ª Vara de Campinas, foi informado de todos os passos da investigação. Ele autorizou interceptações telefônicas e buscas. Mas recomendou cautela para evitar que os investigados alegassem cerceamento ou abusos.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
CONTRA A CORRUPÇÃO,TEMOS VERGONHA NA CARA E EXIGIMOS A PUNIÇÃO - Marcela Moreira
CONTRA A CORRUPÇÃO. TEMOS VERGONHA NA CARA E EXIGIMOS PUNIÇÃO!
Marcela Moreira – ex-vereadora do PSOL
Sinto-me com a alma lavada. Será que a justiça será feita neste país? Será que ela chegou à Campinas?
Faz 6 anos que denunciou a corrupção em Campinas, nado contra a corrente, enquanto quase tod@s bajulavam esta prefeitura, seja para fazer parte da farra, seja para pegar as migalhas que caem do banquete farto do desvio do dinheiro dinheiro público. Eu não, estava lá, denuciando, protocolando denúncia junto ao MP, fazendo ato na frente da prefeitura, com pouc@s. Alguns me viam e diziam “deixa disso, não vai dar em nada”. É, deu, a casa caiu e, hoje, tenho uma das melhores notícas de minha vida: a Corregedoria da Polícia Civil e promotores públicos estaduais cercaram a prefeitura e querem prender integrantes de maior calibre e de mais alta esfera da “quadrilha” que tomou conta prefeitura municipal de Campinas.
Faz seis anos que denuncio a venda da nossa cidade, escândalos no governo, venalidades de gestão fraudulenta, os desmandos, a apropriação privada do dinheiro público para interesses privados e o enriquecimento ilícito desta “quadrilha”. Agora muit@s vão se levantar para dizer que não faziam parte do “trato”, nem que se beneficiaram com as migalhas de desvio de dinheiro público. Fiquemos atentos, pois quem faz parte desta administração é conveniente com o roubo, é um pecado a corrupção passiva/ativa e não é menos culpado quem é cúmplice no silêncio permissivo. O ditado popular bem diz “que quem cala, consente” – vamos lembrar quem são: PDT – PT – PMDB – DEM – PTB – PP – PPS – PR – Pc do B – PSC – PMN – PRP - PV. O problema não está somente nos ladrões que roubam, mas também naqueles que dissimularam e consentiram os roubos, quando se faziam, ou somente (e isto basta), por serem sabedores deles depois de feitos e não terem denunciado. Lembre-se que não é apenas uma sopa de letrinhas, anotem estas siglas num papel bem grande e colem na geladeira, memorizem estes partidos que há muito nos roubam na cara dura e na próxima eleição, vejam se eles não vão aparecer nas nossas casas, em nosso trabalho, em nossa escola, faculdade, para pedir “nossa confiança”. Pior, vão aparecer com campanhas caras, lindas, pagando cabo eleitoral, fazendo festas, churrascos, oferecendo trabalho. E como pagam tudo isso? Com nosso dinheiro, com nossos impostos, que deveriam ir para garantir um aumento de salário digno para os servidores públicos municipais, para abrir vaga em creche em período integral, escola bem equipada, médico e toda a equipe de saúde da família no centro de saúde, cultura, arte, esporte, assistência social, transporte efetivamente público e de qualidade, enfim, que vivêssemos com dignidade. Não estamos pedindo esmola, estamos reivindicando o que nos é de direito. O dinheiro vai para os cofres da prefeitura e agora está ficando claro, para quais “cuecas” estavam indo. E a polícia ainda não chegou ao chefe da quadrilha, ainda falta pegar o Dr. Hélio. Achava-se senhor de tudo, ledo engano.
Se Toninho estivesse vivo estaria comemorando. Foi assassinado porque lutou para que nossa cidade fosse do povo e não dos “grandes”. Foi da época em que o PT significava partido dos trabalhadores e não o partido dos traidores. Há muito se lambuza na sujeira e não tem um mártir em suas fileiras, mas sim um foragido. Com todo respeito que tenho aos companheiros honestos e lutadores que permanecem no PT, não dá mais para alimentar ilusões. Há cumplicidade no silêncio permissivo. Se eu estivesse no PT, teria mandato, sai porque não me calei nem concordei com mensalões, nem que o PT se tornasse submisso, subserviente e participasse da quadrilha do governo do Dr. Hélio. Perdi o mandato, mas não minha dignidade, minha honra. Dormi e durmo tranqüila porque escolhi o POVO. E mais uma vez venho às ruas porque é aí que construímos a História.
Marcela Moreira – ex-vereadora do PSOL
Sinto-me com a alma lavada. Será que a justiça será feita neste país? Será que ela chegou à Campinas?
Faz 6 anos que denunciou a corrupção em Campinas, nado contra a corrente, enquanto quase tod@s bajulavam esta prefeitura, seja para fazer parte da farra, seja para pegar as migalhas que caem do banquete farto do desvio do dinheiro dinheiro público. Eu não, estava lá, denuciando, protocolando denúncia junto ao MP, fazendo ato na frente da prefeitura, com pouc@s. Alguns me viam e diziam “deixa disso, não vai dar em nada”. É, deu, a casa caiu e, hoje, tenho uma das melhores notícas de minha vida: a Corregedoria da Polícia Civil e promotores públicos estaduais cercaram a prefeitura e querem prender integrantes de maior calibre e de mais alta esfera da “quadrilha” que tomou conta prefeitura municipal de Campinas.
Faz seis anos que denuncio a venda da nossa cidade, escândalos no governo, venalidades de gestão fraudulenta, os desmandos, a apropriação privada do dinheiro público para interesses privados e o enriquecimento ilícito desta “quadrilha”. Agora muit@s vão se levantar para dizer que não faziam parte do “trato”, nem que se beneficiaram com as migalhas de desvio de dinheiro público. Fiquemos atentos, pois quem faz parte desta administração é conveniente com o roubo, é um pecado a corrupção passiva/ativa e não é menos culpado quem é cúmplice no silêncio permissivo. O ditado popular bem diz “que quem cala, consente” – vamos lembrar quem são: PDT – PT – PMDB – DEM – PTB – PP – PPS – PR – Pc do B – PSC – PMN – PRP - PV. O problema não está somente nos ladrões que roubam, mas também naqueles que dissimularam e consentiram os roubos, quando se faziam, ou somente (e isto basta), por serem sabedores deles depois de feitos e não terem denunciado. Lembre-se que não é apenas uma sopa de letrinhas, anotem estas siglas num papel bem grande e colem na geladeira, memorizem estes partidos que há muito nos roubam na cara dura e na próxima eleição, vejam se eles não vão aparecer nas nossas casas, em nosso trabalho, em nossa escola, faculdade, para pedir “nossa confiança”. Pior, vão aparecer com campanhas caras, lindas, pagando cabo eleitoral, fazendo festas, churrascos, oferecendo trabalho. E como pagam tudo isso? Com nosso dinheiro, com nossos impostos, que deveriam ir para garantir um aumento de salário digno para os servidores públicos municipais, para abrir vaga em creche em período integral, escola bem equipada, médico e toda a equipe de saúde da família no centro de saúde, cultura, arte, esporte, assistência social, transporte efetivamente público e de qualidade, enfim, que vivêssemos com dignidade. Não estamos pedindo esmola, estamos reivindicando o que nos é de direito. O dinheiro vai para os cofres da prefeitura e agora está ficando claro, para quais “cuecas” estavam indo. E a polícia ainda não chegou ao chefe da quadrilha, ainda falta pegar o Dr. Hélio. Achava-se senhor de tudo, ledo engano.
Se Toninho estivesse vivo estaria comemorando. Foi assassinado porque lutou para que nossa cidade fosse do povo e não dos “grandes”. Foi da época em que o PT significava partido dos trabalhadores e não o partido dos traidores. Há muito se lambuza na sujeira e não tem um mártir em suas fileiras, mas sim um foragido. Com todo respeito que tenho aos companheiros honestos e lutadores que permanecem no PT, não dá mais para alimentar ilusões. Há cumplicidade no silêncio permissivo. Se eu estivesse no PT, teria mandato, sai porque não me calei nem concordei com mensalões, nem que o PT se tornasse submisso, subserviente e participasse da quadrilha do governo do Dr. Hélio. Perdi o mandato, mas não minha dignidade, minha honra. Dormi e durmo tranqüila porque escolhi o POVO. E mais uma vez venho às ruas porque é aí que construímos a História.
PALOCCI E A OPOSIÇÃO ZUMBI - Vinicius Torre Freire
" Teremos um novo samba do afro descedente com alterações mentais"!-------------------------------------------------
Governo atira à vontade no próprio pé, oposição não reage; crise na Casa Civil tira mais força de "liberais"
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NOMEAR PARA a Casa Civil um ministro que tenha de explicar a origem rápida e recentíssima de milhões, faturados numa atividade tão inefável como a de consultoria, não parece uma ideia politicamente prudente, para dizer o menos e para se ater apenas ao aspecto operacional do assunto, "realpolitik", digamos.
Isto feito, nomeado assim esse ministro, é uma ideia de jerico não prever a eventualidade quase certa de que vazaria pela mídia o formidável faturamento das consultorias privadas do deputado federal, coordenador de campanha da futura presidente e seu provável premiê.
Que o governo não se preparou para o vazamento ficou evidente na falta de explicações rápidas e organizadas (para nem dizer críveis) para a querela decorrente do "barata avoa" dos documentos da atividade empresarial do ministro.
Pior ainda, o governo logo de cara meteu os pés pelas mãos e chutou para o público (deputados, a princípio) uma explicação constrangedora ("ex-ministro econômico vale muito no mercado"). A tal nota já resultou em pedidos adicionais de desculpas e na decapitação de um assessor da Casa Civil.
A patacoada explicativa, de resto, chamou a atenção para dinheiros outros da empresa, até então desconhecidos do público, como observou ontem Janio de Freitas nesta Folha. A empresa do ministro não apenas dispunha de R$ 7,5 milhões para gastar em imóveis como tem outras aplicações.
Isto posto, o governo tendo ideias de jerico e sendo inepto na administração da crise, apenas uma oposição catatônica, narcoléptica, zumbi ou com muita culpa no cartório não se daria ao trabalho de pelo menos cobrar explicações rápidas, organizadas e críveis para o faturamento expressivo da empresa do deputado federal, coordenador de campanha da presidente da República e seu premiê. Mas nada.
A oposição não sabe nem em que partido está ou estará, dadas as notícias e os rumores sobre desmonte, criação e fusão dos partidos que nominalmente não são governistas. A oposição não sabe o que dizer da política do governo nem da política que fará para conquistar o governo, e muito menos que política faria num governo seu. Pior ainda, a oposição parece nem ao menos ter trocado uns telefonemas para saber o que dizer de modo organizado sobre uma crise deste governo.
As dissensões ocorrem apenas no interior da gelatina da coalizão partidária que envolve o Planalto, como se vê nas disputas sobre o código de leis florestais, que nada têm a ver com partidos. Do lado de fora da cuia de gelatina governista, a oposição é líquida e escorre pelo ralo.
Interessante é que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, é a maior diferença no governo de Dilma Rousseff. É "oposição" quase solitária às ideias mais comuns no ministério. Palocci é no governo a figura mais próxima dos "liberais" no mercado e no tucanato restante. O ministro diverge largamente da política econômica de Dilma Rousseff e Guido Mantega.
Acaba-se na situação em que a oposição "de fato" (ou de nome, tucanos e agregados) não se mexe para fritar um seu "próximo" (Palocci) e, assim, facilita a vida do governo Dilma. Ao não fazê-lo (ao não fazer ataque nenhum, em suma), a oposição contribui para a paralisia da crítica política prática no país.
vinit@uol.com.br
Governo atira à vontade no próprio pé, oposição não reage; crise na Casa Civil tira mais força de "liberais"
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NOMEAR PARA a Casa Civil um ministro que tenha de explicar a origem rápida e recentíssima de milhões, faturados numa atividade tão inefável como a de consultoria, não parece uma ideia politicamente prudente, para dizer o menos e para se ater apenas ao aspecto operacional do assunto, "realpolitik", digamos.
Isto feito, nomeado assim esse ministro, é uma ideia de jerico não prever a eventualidade quase certa de que vazaria pela mídia o formidável faturamento das consultorias privadas do deputado federal, coordenador de campanha da futura presidente e seu provável premiê.
Que o governo não se preparou para o vazamento ficou evidente na falta de explicações rápidas e organizadas (para nem dizer críveis) para a querela decorrente do "barata avoa" dos documentos da atividade empresarial do ministro.
Pior ainda, o governo logo de cara meteu os pés pelas mãos e chutou para o público (deputados, a princípio) uma explicação constrangedora ("ex-ministro econômico vale muito no mercado"). A tal nota já resultou em pedidos adicionais de desculpas e na decapitação de um assessor da Casa Civil.
A patacoada explicativa, de resto, chamou a atenção para dinheiros outros da empresa, até então desconhecidos do público, como observou ontem Janio de Freitas nesta Folha. A empresa do ministro não apenas dispunha de R$ 7,5 milhões para gastar em imóveis como tem outras aplicações.
Isto posto, o governo tendo ideias de jerico e sendo inepto na administração da crise, apenas uma oposição catatônica, narcoléptica, zumbi ou com muita culpa no cartório não se daria ao trabalho de pelo menos cobrar explicações rápidas, organizadas e críveis para o faturamento expressivo da empresa do deputado federal, coordenador de campanha da presidente da República e seu premiê. Mas nada.
A oposição não sabe nem em que partido está ou estará, dadas as notícias e os rumores sobre desmonte, criação e fusão dos partidos que nominalmente não são governistas. A oposição não sabe o que dizer da política do governo nem da política que fará para conquistar o governo, e muito menos que política faria num governo seu. Pior ainda, a oposição parece nem ao menos ter trocado uns telefonemas para saber o que dizer de modo organizado sobre uma crise deste governo.
As dissensões ocorrem apenas no interior da gelatina da coalizão partidária que envolve o Planalto, como se vê nas disputas sobre o código de leis florestais, que nada têm a ver com partidos. Do lado de fora da cuia de gelatina governista, a oposição é líquida e escorre pelo ralo.
Interessante é que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, é a maior diferença no governo de Dilma Rousseff. É "oposição" quase solitária às ideias mais comuns no ministério. Palocci é no governo a figura mais próxima dos "liberais" no mercado e no tucanato restante. O ministro diverge largamente da política econômica de Dilma Rousseff e Guido Mantega.
Acaba-se na situação em que a oposição "de fato" (ou de nome, tucanos e agregados) não se mexe para fritar um seu "próximo" (Palocci) e, assim, facilita a vida do governo Dilma. Ao não fazê-lo (ao não fazer ataque nenhum, em suma), a oposição contribui para a paralisia da crítica política prática no país.
vinit@uol.com.br
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