quinta-feira, 8 de abril de 2010

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS
Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipa de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Porquê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?
Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de actos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metro de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metro um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, mayor de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metro, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.
A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.
O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de facto, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.


TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS
Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipa de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Porquê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?
Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de actos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metro de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metro um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, mayor de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metro, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.
A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.
O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de facto, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ABRILADA

O dia consagrado à mentira marca a disparada para as eleições de outubro: presidência da república, governo do estado, senado, deputado federal e deputado estadual. A lambança já começou, candidaturas com possibilidades eletivas, outras para ajudar a legenda, alguns para ficar em evidência visando o famosso "recall" para 2012. Muitos querendo se arrumar com as sobras de campanha.Em Campinas a quantidade de candidatos à câmara federal e assembléia legislativa representa e bem as intenções assinaladas acima.Temos muitos candidatos, corremos o risco de ficar com uma bancada pouco representativa em relação ao número de eleitores. Haverá pulverização de votos, paraquedistas tomarão conta dos colégios eleitorais e não só do Campo dos Amarais. Sem essa de querer reclamar, o voto não é distrital, portanto a temporada de caça ao voto está arreganhada.Entendidos dizem que o custo médio do voto deverá ficar em torno de cinquenta reais.Já temos campanhas em pleno desenvolvimento, algumas de maneira bastante profissional, com planejamento, divisão de funções, logística, levantamento dos dados dos municípios , possíveis carências estruturais. Sinto que alguns candidatos adotaram o lema"Quem é não diz, quem tem não mostra."

ABRILADA

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A HORA É DOS APOSENTADOS! - Roberto Jefferson

A hora é dos aposentados! Roberto Jefferson
O Planalto não conta ainda com maioria folgada no Congresso. A prova é a derrota imposta pelos deputados, que incluíram na proposta que cria o Fundo Social, composto por dinheiro da exploração do pré-sal, recursos para a recomposição dos benefícios dos aposentados que ganham acima do mínimo. Pela emenda, eles ficarão com 5% da verba do fundo que será destinado ao combate à pobreza. A medida foi aprovada por 356 votos a um! É um bom sinal para quem luta pela recuperação dos benefícios dos aposentados. A hora de votar todos os projetos é agora!A esmagadora aprovação deste projeto evidenciou quais são os partidos que atuam contra os aposentados no Congresso: PT e PSDB. Os maiores protestos de parlamentares contra esta medida de destinar recursos do pré-sal para a recomposição dos benefícios previdenciários saíram da boca justamente de tucanos e petistas, que, entretanto, são os que mais se ausentam do plenário na hora da votação. Eles não querem aprovar projetos em favor dos aposentados, mas não têm coragem de colocar a cara para votar. Por isso é preciso que as entidades de defesa dos pensionistas continuem mobilizadas e pressionando a Mesa Diretora da Câmara para colocar em votação os projetos a favor dos aposentados. Aumentou muito a chance da extinção do Fator Previdenciário a ser aprovada nos próximos dias.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ARREDA ARRUDA, CUIDADO COM A PAPUDA

ARREDA ARRUDA, CUIDADO COM A PAPUDA
Francisco Marcos
O Superior Tribunal de Jutiça por 12 a 2 determinou a prisão de Arruda, aquele mesmo do painel do Senado, à prisão em companha de mais cinco envolvidos no já famoso panetonegate.
O imbróglio de Arruda será abafado pelos tamborins, agogos, surdos, pandeiros, reco-recos inerentes ao tríduo momístico (olha o baú).Como tudo cabe recurso os probos advogados já devem estar a se preparar para investir no STF. Lá o lero é mais elevado e as liminares são concedidas ou não por luminares do saber jurídico. Seguindo o "script" costumeiro haverá danças e contra-danças, celeridade nas decisões, pois graúdos estão na berlinda. Nada de afobamento na análise da conjuntura, toda definição é perigosa. De quando em quando alguém vai para o pelourinho, a plebe se entusiasma,passada a febre, o ânimo arrefece, a platéia esquece e o mal recrudesce.Dos cinco amigos do governador um já é hóspede da Papuda, só espero que não cometam a desfaçatez de alojar o ex-paineleiro lá, só se for para fazer companhia e solidariedade ao Batistti. Alguém ainda se lembra dele? Ao que parece o conterrâneo de Nero depende de um acordão do STF, por onde andará o acordão?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TRÃNSITO JUDICIÁRIO COMPLICA; BITTENCOURT

Ex-secretário de Marta é condenado por improbidade
Gerson Luís Bittencourt foi acusado de participar de fraude para ajudar uma empresa de ônibus ROGÉRIO PAGNANALENCAR IZIDORODA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça de São Paulo condenou por improbidade administrativa a ex-vereadora pedetista Myryam Athiê e um ex-secretário dos Transportes da gestão Marta Suplicy (PT) Gerson Luís Bittencourt. Ambos são acusados de participar de esquema fraudulento para ajudar uma empresa de ônibus.O caso ocorreu entre 2002 e 2003, quando Bittencourt era presidente da SPTrans e fez um aporte de R$ 11,6 milhões na Transportes Urbanos Cidade Tiradentes, que atuava na zona leste, e que já acumulava uma dívida de R$ 35 milhões.O juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública, considerou a medida uma "temeridade". Segundo sua avaliação, a empresa não tinha "condições de operar" ("frota de ônibus em péssimo estado de conservação, com pneus carecas e peças sucateadas").Além disso, Bittencourt suspendeu a interdição mantida pelo poder público na empresa de ônibus ao aceitar como garantia um terreno de R$ 2 milhões, falsamente avaliado em R$ 37 milhões.O secretário disse, por meio de sua assessoria, que vai recorrer da sentença (leia texto nesta página).A ex-parlamentar mencionada pelo magistrado, de acordo com os testemunhos aceitos pela Justiça paulista, recebeu uma propina de R$ 40 mil para agir em defesa da empresa na negociação. Ela, no entanto, nega a acusação.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SALMOS

SALMO 128 - BEM-AVENTURADO aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. 2 Pois comerás do trabalho das tua mãos; fliz será, e te irá bem. 3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. 4 Eisque assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. 5 O Senhor te abençoará desde Sião, e tu vrás os bens de Jrusalém em todos os dias de tua vida. 6 E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.